Entenda a Lei 15.326/2026 e seus riscos para o funcionalismo
A declaração reacendeu um debate internacional entre especialistas, pesquisadores e famílias de pessoas autistas.
Nas últimas décadas, o diagnóstico de autismo passou por mudanças importantes, especialmente após atualizações no manual psiquiátrico Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, publicado pela American Psychiatric Association.
Transtorno global do desenvolvimento
Todos passaram a ser classificados dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Segundo Frith, essa ampliação fez com que pessoas com características muito diferentes acabassem recebendo o mesmo diagnóstico, o que pode dificultar pesquisas científicas e políticas públicas.
Em entrevista recente, a pesquisadora afirmou que o conceito de espectro pode ter sido ampliado a tal ponto que perdeu parte de sua utilidade original.
De acordo com ela, o diagnóstico hoje inclui perfis muito diversos — desde pessoas que precisam de apoio intenso até indivíduos altamente independentes.
dificuldade em identificar causas biológicas do autismo
desafios para pesquisas científicas mais precisas
risco de reduzir a atenção a casos mais severos
As declarações geraram repercussão entre pesquisadores da área de neurodesenvolvimento.
Enquanto alguns especialistas concordam que o diagnóstico precisa ser mais preciso, outros defendem que o modelo de espectro é importante justamente para representar a diversidade de experiências dentro do autismo.
Organizações de defesa das pessoas autistas também ressaltam que o aumento de diagnósticos pode estar ligado a maior conhecimento da sociedade sobre o transtorno, e não necessariamente a uma ampliação exagerada dos critérios.
Uta Frith é uma das pesquisadoras mais infltes na área do autismo. Seus estudos ajudaram a consolidar teorias importantes sobre cognição social e desenvolvimento em pessoas autistas, influenciando décadas de pesquisas no mundo inteiro.